Que a poluição é o mal do século todos já estão cansados de saber, o que é novidade recentemente é que a poluição causada pela queima de combustível de veículos pode causar danos cerebrais irreversíveis.
Um estudo realizado na Universidade do Sudeste da Califórnia colocou ratos na exposição de partículas oriundas da queima de combustível, deixando-os exposto durante 15 horas por 10 dias. Estas partículas são minúsculas, e não são retidas nos filtros encontrados nos carros, o resultado é que elas acabam indo para o ar e são obviamente inspiradas durante a respiração.
O que pensar então de uma cidade como São Paulo, que possuem umas das maiores frotas de carro do mundo. Imaginar que todas aquelas pessoas que vão e voltam o dia inteiro e todos os dias na Avenida Paulista estão sendo expostas diariamente a este tipo de situação.
Maléfica para os adultos imagine então para as crianças, que possuem o sistema imunológico ainda em desenvolvimento. Não é de se estranhar o número cada vez maior de casos de asma e problemas respiratórios em crianças e adultos.
Como se ainda não bastasse o dano à saúde, esse tipo de poluição destrói o planeta. É motivo de discussão há anos, mas pouco se faz para diminuir e emissão de partículas poluidoras no ar. Os efeitos nocivos à saúde são por muitas vezes irreversíveis, com tratamento invasivos, caros e longos.
Tudo isso poderia ser, senão facilmente evitado ao menos minimizado, com políticas sobre o controle da frota em cada cidade, determinando um rodízio e fazendo com que as pessoas utilizassem mais o transporte público, como o metrô por exemplo. Para isso, no entanto, seria necessário melhorar as condições do transporte nas cidades, o que é assunto para outra matéria inclusive.
Outra saída é estimular as empresas automobilísticas a criar novos conceitos de carros ecologicamente corretos. Carros inteligentes que emitam um menor número de partículas poluidoras, com filtros mais eficazes e com combustível alternativo, talvez movidos a energia solar quem sabe.
O que deve ser discutido, é que a tecnologia deve ser vista, dentre outras coisas, como mecanismo para se evitar malefícios ao planeta e a saúde da humanidade e não só um aplicativo para a diversão